O Beijo (Augusto Ruschi)

Augusto Ruschi (12/12/1915 – Santa Teresa + 03/06/1986 – Vitória) foi um dos mais vivazes e famosos naturalistas do país. Ganhou notoriedade em 1951, num congresso florestal da Organização das Nações Unidas (ONU), durante o qual previu que as reservas ecológicas, preservando da extinção espécies animais e vegetais e microrganismos, seriam os bancos genéticos e de hábitats do futuro, antes de ficarem famosas as expressões “biodiversidade” e “biotecnologia”. Visionário também no campo da Agroecologia, já apontava em seus inúmeros trabalhos científicos (cerca de 500) e livros (23) os perigos dos agrotóxicos e da monocultura do eucalipto. Advertia ainda que o desmatamento é o primeiro passo para a formação de desertos. Amante da natureza, passou a maior parte da vida explorando e estudando a flora e a fauna brasileiras e lutando pela preservação da natureza.

Foi um grande estudioso de beija-flores, sendo o autor da maior obra sobre este pássaro do mundo. Classificou 80% das espécies brasileiras de colibris, identificou duas novas e elaborou a descrição de outras cinco e de onze subespécies. Foi notável ainda por seu estudo sobre orquídeas, catalogando mais de 600 espécies e identificando 50 novas. Estudou também as bromélias e os morcegos de seu Estado natal. Ecologista e preservacionista intransigente, impediu, empunhando uma espingarda, que o governo capixaba desapropriasse a Reserva Biológica de Santa Lúcia – onde morava, iniciou e realizava a maior parte de suas pesquisas e foi enterrado –, e a transformasse numa plantação de palmito; interditou o desmatamento autorizado pelo ministro da Agricultura da Fazenda Klabin, um pedaço de Mata Atlântica localizado em Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo, onde vivem três espécies de beija-flores em extinção.

“A alegria do barulho desses beija-flores não vai silenciar enquanto eu existir”, disse em entrevista à imprensa. Seus principais trabalhos estão reunidos nos livros Aves do Brasil e Os Beija-flores do Espírito Santo.

Fonte: UOL Educação

 

Ficha Técnica

Tipo de monumento:

Monumentos

Cidade:

Vitória

Bairro:

Mata da Praia

Endereço:

Área interna do Parque Pedra da Cebola / Acessos pelas ruas Ana Vieira Mafra ou pela rua João Baptista Celestino - Mata da Praia

Autor:

Penithencia

Obra:

Cabeça de Augusto Ruschi em ferro pintado de cinza PEDESTAL: cubos de granito cinza empilhados em três lances

Dimensões:

H: 80 L: 43 C:100 DIMENSÕES DO PEDESTAL: H: 190 L: 76 C: 76

Data de inauguração:

12 de dezembro de 2001

Inscrições:

Assinado à direita na base – Penithencia / Placa de alumínio no pedestal: O Beijo – Augusto Ruschi recebe o Beijo de um Beija-Flor. Escultura de Penithencia, inspirada em foto de Ricardo Azoury. Presente da Prefeitura de Santa Teresa à cidade de Vitória, nos seus 450 anos. Orly Miguel Santos – Prefeito Municipal de Santa Teresa. Luiz Paulo Vellozo Lucas – Prefeito Municipal de Vitória – Vitória, 12 de dezembro de 2001 /

Placa de alumínio sobre pequeno bloco de granito:
PREFEITURA MUNICIPAL DE VITÓRIA
INAUGURAÇÃO DA 1ªETAPA DE OBRAS DA IMPLANTAÇÃO DO
PARQUE DA PEDRA DA CEBOLA
LUIZ PAULO VELLOZO LUCAS – PREFEITO MUNICIPAL
MARILZA BARBOZA PRADO LOPES – SECRETÁRIA MUNICIPAL DE OBRAS
JARBAS RIBEIRO DE ASSIS JÚNIOR – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE
PAULO RUY VALIM CARNELLI – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE INFRA-ESTRUTURA E TRANSPORTES
NEIVALDO BRAGATTO – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SERVIÇOS URBANOS
ERICO JENS SANTOS – SECRETÁRIO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO
AGRADECIMENTOS PELA CESSÃO DA ÁREA AO
DR. VITOR BUAIZ – GOVERNADOR DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
AO DR. JORGE ALEX DA SILVA – SECRETÁRIO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
VITORIA, 05 DE NOVEMBRO DE 1997

Responsável:

Secretaria Municipal de Cultura de Vitória

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