Fonte Jerônimo Monteiro

Instalada em 1912, na inauguração do parque Moscoso, recebeu o nome em homenagem ao governador Jerônimo Monteiro.

Seu local original é onde hoje se encontra a Concha Acústica. Em 2001 foi recuperada voltando a ocupar local de destaque.

Quem foi Jerônimo Monteiro?

Jerônimo de Souza Monteiro, mais conhecido como Jerônimo Monteiro, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim em 04 de junho de 1870, e faleceu em 23 de outubro de 1933. Foi advogado e, como político, governador do Espírito Santo entre 23/05/1908 e 23/05/1912, além de senador, deputado estadual (1896) e federal (1897 a 1899 e de 1915 a 1918).

Veio de uma família abastada de fazendeiros. Foi escolhido pelo governador Henrique Coutinho para ser advogado do Estado, cargo que o projetou para ser governador, pois durante esse período ajudou a sanar as dívidas contraídas pelo Estado.

É considerado um grande estadista que destacou seu governo pelo conjunto de transformações promovidas no ES, até então muito atrasado.

O autor da fonte não foi identificado, mas a fonte tem características das obras da Fundição Val d’Osne, França.

Verdadeira febre na Europa do século XIX, as “Fontes d’Art” foram frutos do casamento da indústria com a arte. Depois da França, o Brasil é o país que reúne a maior coleção dessas peças e, dentre as cidades brasileiras, o Rio de Janeiro é o guardião do acervo mais importante, com cerca de 200 peças. Elas estão em parques e praças do Rio e vão desde uma simples bica de ferro fundido, como a que existe no Alto da Boa Vista, até o monumental Chafariz do Monroe, com mais de 10 metros de altura, que leva a assinatura do escultor Mathurin Moreau, expoente do Val d’Osne. São obras de arte reproduzidas e descritas nos catálogos das fundições e fabricadas em escala industrial: chafarizes monumentais, médios e pequenos, de abastecimento ou ornamentais eram colocados em meio a jardins públicos para contemplação das figuras artísticas – golfinhos, sereias, deuses gregos, crianças, etc. valorizadas pelos efeitos de jorros d’água. É a Auguste Glaziou que o Rio de Janeiro deve a sua expressiva coleção de fundição artística, pois convidado por D. Pedro II em 1858 para reformar o Passeio Público, o botânico e paisagista bretão incentivou a importação de peças do Val d’Osne, a começar pelas 4 estátuas alegóricas de Mathurin Moreau – A Primavera, O Verão, O Outono e O Inverno – que se encontravam no referido Passeio Publico.

A catalogação de todas as peças existentes no Rio começou em 1992, quando a “Association pour la Sauvegarde et la Promotion Métallurgique Haut-Marnais” – ASPM fez os primeiros contatos com a Fundação Parques e Jardins do Rio.

A Fundição Val d’Osne localizava-se na cidade de Osne-le-Val, Departamento de Haute-Marne, Região da Champagne-Ardenne, na França. Foi estabelecida, em 1836, por Jean Pierre Victor André, que recebeu naquele ano, autorização real para construir um alto-forno no Val d’Osne. Diferentemente de outras fundições que só produziam peças utilitárias ele preferiu dedicar-se à fundição artística, atingindo o auge de sua produção entre 1870 e 1892, sob o nome de “Societé Anonyme de Fonderies d’art du Val d’Osne”. A empresa encerrou as suas atividades em 1986.

Ficha Técnica

Tipo de monumento:

Monumentos

Cidade:

Vitória

Bairro:

Parque Moscoco

Endereço:

Avenida República / Área interna do parque Moscoso

Autor:

Não identificado

Obra:

Ferro fundido ou antimônio / LAGO: borda em granito, cercada por grade em metal

Dimensões:

H: ~= 550 Ø: 180 / LAGO: H: ~=120 Ø: 900

Data de inauguração:

1912

Inscrições:

Inscrição sob as estátuas, sobre base circular: Á Jeronymo Monteiro O Povo Agradecido 1908 – 1912, “Trabalha e Confia”

Responsável:

Secretaria Municipal de Cultura de Vitória

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