Maurício Salgueiro

Escultor e Professor, nasceu em Vitória no ano de 1930. Transfere-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde inicia os estudos. Interessa-se pela arte e aprende aquarela com sua mãe. Na escola faz a caricatura de colegas e professores.

Em 1948 inicia os estudos de arquitetura com Ernesto Barandier da Cunha. Ingressa no ano seguinte na antiga Escola Nacional de Belas Artes, da Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro), tornando-se aluno de Marques Júnior, Carmo M. Barreto e Armando Schnoor. Em 1951, estreou no Salão Municipal de Belas Artes, com a cabeça do poeta Martins Napoleão, obtendo medalha de prata. No ano seguinte, recebeu o 1º prêmio na seção de Escultura da Escola de Belas Artes, onde era aluno. Participa do Salão Nacional de Belas Artes, recebendo menção honrosa.

Em 1955, participa da III Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo e no ano seguinte obtém a medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes. Recebe o prêmio aquisição, no mesmo Salão, em 1957 e 1960, com as obras: “A Noite” e “Cabeça do pintor Ângelo Proença Rosa”. Nesse último ano, obtém o prêmio de viagem ao estrangeiro com ” Bailarina Sandra Dieken. Movimentos de dança”.

Em 1957, ingressa como professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Espírito Santo; em 1959 passa a lecionar na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a disciplina “Expressão”. Foi também professor da PUC/Rio, do MAM do Rio de Janeiro (escultura) e da Faculdade Santa Úrsula-RJ.

Em 1961 viaja a Europa e realiza Curso de Especialização em Metais na Brombley Art School, de Londres. No na seguinte realiza um estágio de Especialização em Metais na Academia de Feu, de Paris e Curso de Arte Francesa do Século XIX, no Museu do Louvre. Viaja depois pela Grécia, Turquia, Alemanha, Bélgica, Holanda, Tchecoslováquia, Bulgária, Portugal, Marrocos e Espanha, onde fixou residência. Permaneceu na Europa cerca de dois ano e meio. A partir daí dedica-se a pesquisas de vanguarda, interessado em sons, brilhos, movimentos e novos materiais. Passa a trabalhar com chapas de cobre, ferro, latão, aço, resina, alumínio, polister, poliuretano, acrílico e madeira. Utiliza-se de uma tecnologia que sobrepõe precisão e expressão, o que lhe permite executar obras que propõem a participação do espectador, apelando a todos os seus sentidos: olfato, tato, audição, visão. Suas esculturas apagam e acendem, emitem sons, jorram líquido e podem ser tocados pelo público. É o precursor no Brasil deste tipo de trabalho e um dos pioneiros no mundo a usar sons, luzes e a pulsão de elementos fluidos ou viscosos, como se suas esculturas-máquinas “gritassem” e “chorassem”.

Os seus trabalhos assumem, na maioria das vezes, dimensões gigantescas e tanto aparecem em espaços públicos, como praça e museus, como privados e coleções particulares, ou mesmo integrados à arquiteturas, a exemplo de um painel que elaborou, em 1972, para o edifício da APLUB – Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil. Nessa obra foram gastos 22 m de chapa de cobre, 22 m de latão, 20 Kg de resina polister, poliuretano e epox, além de 10 sacos de gesso, que foram submetidos à ação de guilhotinas, serras elétricas e manuais, tesouras, maçaricos, alicates, talhadeiras, martelos, solda e resultaram num painel de 763 x 220 cm, montado com a ajuda de outros profissionais, entre eles dois mecânicos formados pelo SENAI. Este painel, elaborou em 1971/72, será seguido de outros trabalhos, nos quais o artista desenvolve pesquisas no plano bidimensional, propõe um jogo recorrendo a associações de materiais como tecidos e metais e a fotografia desses mesmos materiais, colocados lado a lado, como pinturas, o que provoca certa ambiguidade perceptiva.

Elaborou também vários troféus, entre eles o troféu “O broto” (encomendado pelo jornalista capixaba Hélio Dórea, 1958), “Coruja de Ouro” e “Humberto Mauro” (oferecidos pelo Instituto Nacional de Cinema aos melhores filmes), Troféu “Copa Brasil” (destinado a premiar o vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol em 1975), “Lamartine Babo” (para a Secretaria de Cultura RJ).

Em 1974, Sebastião França elaborou um filme baseado na obra de Maurício Salgueiro, premiado pela Aliança Francesa. Na mesma década, foi coordenador e professor dos Cursos Bloch de Fotografia.

Fonte: http://www.sefaz.es.gov.br/painel/escul12.htm

Monumentos

À Mãe

Cidade: Vitória

Representa o útero materno e a ligação mãe/filho.

Affonso Schwab

Cidade: Vitória

A Praça Irmã Josefa Hosanah situa-se perto do casarão, ainda existente, que serviu de residência ao Dr. Schwab. Inicialmente a obra estava em outro local da mesma praça e foi recolocado quando a praça foi reformada.

Alaor de Queiroz Araújo

Cidade: Vitória

Reitor da UFES. Dá nome ao Campus de Goiabeiras, em Vitória.

Darcy Monteiro

Cidade: Vitória

Médio-cirurgião capixaba, nascido em Cachoeiro de Itapemirim.


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