Canhão de 2,5 toneladas achado no mar vai ser exporto em junho

11 de abril de 2018

Reportagem Jornal A Gazeta, Beatriz Marcarini
Foto Vitor Jubini

Legenda da foto: Manoel Goes, ao fundo, e Marcelo Siqueira, ao lado do canhão inglês

Saído de dentro das águas profundas do mar, um tesouro histórico começou a ser restaurado pelo Instituto histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) e poderá ser visitado a partir do dia 11 de junho. Trata-se de um canhão encontrado pela Companhia Docas do estado (Codesa) durante a dragagem do Porto de Vitória.

De acordo com Manoel Goes, presidente do IHGVV, o armamento foi encontrado em 2015, durante a dragagem do Porto de Vitória e, na semana passada foi liberado para que o instituto fizesse a restauração.

Depois de pronto, o canhão ficará exposto no Farol de Santa Luzia, na Praia da Costa em Vila Velha, a partir de junho. A informação foi dada em primeira mão, pela coluna Leonel Ximenes, de A Gazeta.

Três restauradores participam da recuperação do canhão, entre eles Marcelo Siqueira, que foi um dos responsáveis pelos reparos do Bonde 42, também em exposição na Prainha.

O trabalho de recuperação envolve até a Marinha da Inglaterra, fabricante do armamento. “Temos certeza que se trata de um canhão inglês,  pois a Inglaterra era o único país fabricante desse tipo de arma da época”, afirma Goes.

O peso e o comprimento já foram confirmados. Ele mede 3,5 metros e pesa 2,5 toneladas. Por essas dimensões, segundo Goes, também é possível afirmar que ele é um canhão de fortaleza. “Ele foi encontrado perto do Morro do Penedo. Desta forma, deve ter pertencido ou ao forte Santo Inácio ou ao forte São Tiago”, opina.

Ainda não se sabe a data de fabricação do canhão, nem quanto tempo ele ficou submerso. Acredita-se que ele foi usado enquanto o Estado servia como barreira protetora de Minas Gerais, de onde se extraia ouro.

A equipe de restauração também acredita que ele ficou encoberto por conta das mudanças geográficas que aconteceram em Vitória, principalmente na época em que a região da Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes estava sendo aterrada.

O professor e historiador Fernando Achiamé lembra que a baía de Vitória tinha forte sistema defensivo para proteger as minas de ouro. Ele também afirmou que a descoberta do canhão tem peso simbólico para a história do Espírito Santo.

“O canhão recém-descoberto dará salvas simbólicas. E alertará os capixabas para o valor da nossa história”, explica.

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