Beija-flor reencontra Augusto Ruschi

25 de julho de 2017

Reportagem de Pedro Permuy jornal A Gazeta
Foto Marcelo Prest, jornal A Gazeta

A estátua que homenageia o ecologista e naturalista Augusto Ruschi foi recuperada pela Prefeitura de Vitória e voltou a contar com um beija-flor em sua composição. A ave foi roubada em abril deste ano, e, agora, três meses depois, a obra teve restauro concluído.

Batizada de “O Beijo”, a estátua fica no Parque Pedra da Cebola, em Vitória. O monumento é um presente da Prefeitura de Santa Teresa à Capital.

A haste que liga o beija-flor ao busto Augusto Ruschi recebeu um reforço em bronze e inox e toda a obra recebeu uma nova camada de platina, o que elimina possíveis rachaduras e erosão, causada pela ação do tempo. As etapas do processo de confecção envolvem diferentes materiais, como argila ou barro, cera e cimento.

“O Beijo” é uma estátua inspirada em uma foto de Ricardo Azoury, que retrata o beijo que Augusto Ruschi recebeu de um beija-flor. A imagem serviu de base para o artista se inspirar na sua criação.

HISTÓRIA

Nascido em Santa Teresa, cidade serrana do Espírito Santo, em 12 de dezembro de 1915, Augusto Ruschi era conhecido como “o homem dos beija-flores”. O cientista dedicou 50 anos de vida ao estudo de espécies vegetais, mamíferos e aves da Mata Atlântica, além da paixão pelos pássaros.

Augusto Ruschi tornou-se bacharel em Direito e Agronomia, especializado em Botânica. Professor titular da Universidade Federal do rio de Janeiro (UFRJ), no final da vida dava aulas apenas aos estudantes dos cursos de pós-graduação. Publicou cerca de 500 trabalhos científicos em revistas nacionais e estrangeiras. Ele morreu, em Vitória, no dia 3 de junho de 1986.

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