Estátua de Maurício de Oliveira amanhece pichada neste sábado

4 de junho de 2016

Reportagem Rita Benezath, Gazeta On Line

Na madrugada deste sábado (4) a estátua de Maurício de Oliveira, inaugurada há quase 10 dias na orla de Camburi, foi alvo de depredação. Na parte da manhã, a Prefeitura de Vitória já enviou uma equipe para fazer a remoção da pichação.

Mauricio de Oliveira - Foto Internauta

Um internauta, que enviou a foto para nossa equipe, mas preferiu não se identificar, lamentou o ato. “É muita sacanagem o que fizeram. Isso é depredação pública com uma homenagem tão bacana. Os responsáveis precisam ser punidos”, afirma.

De acordo com a Guarda Municipal, as imagens registradas pelas câmeras de videomonitoramento apontam a presença de mais de uma pessoa. As gravações foram encaminhadas à Polícia Civil para investigação.

Limpeza

O prefeito da Capital, Luciano Rezende, informou que a equipe soube da pichação na manhã deste sábado (4) e que a estátua já foi limpa. “Nossa equipe de limpeza foi ao local, junto com técnicos da Secretaria Municipal de Cultura”, afirmou.

O prefeito pede que as pessoas denunciem as depredações por meio do telefone 190, que tem interligação com a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

Luciano destacou também que uma lei foi sancionada para que a pessoa que for flagrada depredando um bem público na cidade pague os prejuízos ou ajude a equipe da prefeitura a realizar a limpeza.

“A depredação é violência à cidade. Com a lei, nós queremos que a pessoa repare o dano, pois prender e entrar no sistema judicial é uma pressão em um sistema que já funciona com pressão”, afirma.

O Secretário de Cultura de Vitória, Francisco Grijó, recebeu a notícia da pichação por volta de 7 horas deste sábado. “Não foi uma recepção de perplexidade, pois, infelizmente em uma cidade isso pode ocorrer. Os pichadores querem repercussão de seus atos. Querem que a opinião pública se manifeste, que tenha repercussão com a impressa, com o poder público e com o cidadão indignado”, declara.

Grijó lamenta a ação dos depredadores e espera identificá-los. “É lamentável em uma cidade como Vitória, com um monumento em homenagem a um grande artista. É a antiarte atingindo a arte. Nós temos uma câmera de videomonitoramento e esperamos que ela faça o trabalho”, destaca o secretário.

Prejuízos

De acordo com a Prefeitura, a depredação custa altos valores aos cofres públicos. Segundo Luciano Rezende, todos os meses 60 lixeiras sofrem depredação e, cada uma, custa R$ 100, gerando um prejuízo de R$ 70 mil por ano. “A depredação custa caro. Temos que repor algo que não precisava ser reposto, sendo o dinheiro poderia ser empregado em outras áreas, como na saúde e parques”, disse o prefeito.

A lei foi sancionada pela Prefeitura de Vitória no mês passado e prevê que a pessoa flagrada pague uma multa de R$ 9.007, 80 ou opte por ajudar a equipe na limpeza da edificação depredada. “A lei permite que a Prefeitura use mecanismos que, antes, não estavam disponíveis. Com a educação, conscientização e fiscalização nós iremos avançando”, destaca Luciano Rezende.

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