Estátuas de volta ao Palácio Anchieta

17 de janeiro de 2015

Texto: Laís Queiroz
Foto: Leonardo Duarte

O conjunto de esculturas da escadaria Bárbara Monteiro Lindenberg, que dá acesso ao Palácio Anchieta, no centro de Vitória, está de volta ao local depois de passar por restauração.

As seis esculturas, feitas de mármore carrara, foram totalmente revitalizadas pelo artista Rafael João Rodrigues, após terem sido alvos de atos de vandalismo em um protesto que ocorreu em julho de 2013, na capital.

Além das estátuas, foram destruídos diversos vasos de cimento que faziam parte da estrutura da escadaria.

O trabalho, que durou um mês, começou no País e foi encerrado na Itália, segundo a gerente do Espaço Cultural do Palácio Anchieta, Áurea Lígia Miranda Bernardi.

“O artista esculpiu as esculturas em argila e gesso no Brasil e as levou para a cidade de Carrara,na Itália, de onde provém o mármore original. Lá, elas foram finalizadas e já estão de volta à escadaria.”

Áurea explicou que o trabalho foi minucioso e foi preciso utilizar o mármore original, devido a peças danificadas em membros como braços, cabeças e pés das estátuas. Uma delas, o Menino do Delfim, estava sem a cabeça desde o episódio de vandalismo.

“O mármore brasileiro é muito cristalizado. A ideia do projeto era fazer com o material original, o mármore de Carrara, devido à complexidade da restauração.”

A gerente afirmou ainda que o trabalho de restauro foi positivo. Além disso, a entrega, que estava prevista para este mês, foi antecipada para dezembro de 2014.

“O resultado da restauração foi muito positivo. As partes foram reintegradas a um material original muito bem esculpido por Rafael. Agora temos o dever de preservar estas estátuas, que são nossa memória”, afirmou.

O custo total da remodelação das esculturas foi de R$ 82.500.

Para evitar possíveis novos ataques às esculturas, Áurea explicou que reuniões estão sendo realizadas com o novo governo do Estado, em conjunto com a Prefeitura de Vitória, para aumentar a vigilância no local.

“Estamos estudando essa possibilidade (de mais vigilância), mas creio que se faz necessária. De acordo com nossas pesquisas, não existe um conjunto de estátuas deste porte no Brasil. Por isso, para nós, é um patrimônio histórico de grande importância”, ressaltou Áurea.

A Tribuna – 17 de janeiro de 2015

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