Que fim levou a cidade presépio?

21 de setembro de 2014

Texto: Luiza Wernersbach
Arte: André Felix
Fonte: Jornal A Tribuna

Até o início do século passado, tripulantes de embarcações que chegavam ao Espírito Santo não tinham dúvidas ao se deparar com a imagem acima.

As luzes de casas e sobrados que seguiam o relevo iluminando a mata do Morro da Fonte Grande logo revelavam que o local só podia ser um: Vitória.

Graças ao cenário, a capital recebeu o apelido de “cidade presépio”. No entanto, poucas edificações sobreviveram.

De acordo com o historiador Sebastião Pimentel, com a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, uma onda de modernização tomou o País, e Vitória seguiu o mesmo caminho.

A primeira grande mudança ocorreu com Jerônimo Monteiro, que governou o Espírito Santo entre 1908 e 1912.

Assim como os demais presidentes de Estado, Jerônimo queria apagar da cidade qualquer vestígio do período imperial.

“A ideia era colocar a cidade abaixo porque o que já existia tinha uma presença colonial muito forte”, explicou o historiador.

Jerônimo iniciou a implantação de saneamento básico, ampliou ruas e remodelou a arquitetura das construções.

“Era preciso fazer a mudança para mostrar o progresso”, afirmou Pimentel.

Confira a reportagem do jornal A Tribuna – 21 de setembro – página 16

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