Estátua do Índio Arariboia é restaurada e volta a integrar cenário da cidade

22 de julho de 2014

Foto: Shan Medeiros

Uma das esculturas de maior valor histórico e artístico da capital, além de um dos monumentos mais tradicionais na paisagem urbana de Vitória, a escultura do Índio Arariboia voltará a embelezar a cidade. Totalmente restaurada, a estátua será entregue durante solenidade no Clube Saldanha da Gama, nesta quarta-feira (23), às 9 horas.

A estátua em bronze estava em estado de conservação regular, com pichações no pedestal de granito, sem os arcos e a flecha, e necessitava de restauro em função dos atos de vandalismo. A peça foi transferida da praça Américo Poli Monjardim, na avenida Beira-Mar, para as dependências do Saldanha da Gama, com o objetivo de preservar a obra, além de ganhar um lugar de destaque para valorizar ainda mais o monumento.

“Todas as esculturas pela cidade de Vitória têm uma história. O Índio Arariboia, assim como a Domingas, que é uma estátua também importante da cidade, é um dos monumentos mais identificados com a população. A restauração da estátua significa dar dignidade à história de Vitória através dos seus monumentos. É parte de um processo em que vamos restaurar todos os monumentos da cidade”, disse o prefeito Luciano Rezende.

“Temos feito um grande esforço no sentido de preservar a memória coletiva de Vitória, restaurando monumentos e trabalhando para colocar a arte e a história no cotidiano dos moradores. A entrega dessa estátua restaurada no pátio do Saldanha da Gama, com todo o peso histórico do local e a beleza do entorno, é mais um passo nesse sentido”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Ana Laura Nahas.

Essa é a segunda vez que o monumento é restaurado. A ação foi feita pela Secretaria Municipal de Cultura e, nas duas ocasiões (em 2012 e em 2014), o responsável pela obra foi o escultor Jânio Leonardelli.

Jogral

Dentro da programação da solenidade de entrega da restauração da estátua, acontecerá um jogral sobre o Índio Arariboia, com Marta Samor e Tiana Magalhães, além da contação da lenda indígena “Tahina-can”, com Sandra Freitas, para alunos de escolas municipais e público presente.

As três contadoras fazem parte do Grupo Contadores de Histórias Chão de Letras, que surgiu a partir das oficinas realizadas pelo projeto Viagem pela Literatura, da Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim.

Foto: Divulgação

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Escultura, que foi reformada nas dependências do Saldanha da Gama, em bronze foi criada no início da década de 50

História

De autoria do escultor italiano Carlo Crepaz (1919 – 1992), a estátua de bronze do Arariboia retrata a figura de um índio guerreiro. Ela foi criada no início da década de 50, sob encomenda do governador Jones dos Santos Neves, em tamanho natural assentado de tanga sobre pedestal de granito cinza, apontando seu arco e flecha para a baía de Vitória.

A história desse monumento envolve o apelo popular, já tendo sido tema de marchinha de Carnaval, em 1963, pedindo a permanência da estátua na avenida Beira-Mar, onde permaneceu até o final da década de 70, quando o monumento foi retirado daquele local e levado para o aterro da Comdusa, na Enseada do Suá. Depois de forte pressão popular e de intelectuais da época, a escultura do índio voltou para a Beira-Mar, local em que permanece até os dias atuais.

Fonte: Prefeitura Municipal de Vitória

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